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Noticia do DF

Juiz barra novas construções no Jardins Mangueiral

Fonte: Google

Após recente delação premiada da Lava Jato em que aponta suposta irregularidade na construção de residencias no jardins Mangueiral, Juiz barra novas Construções.



Os tentáculos da Operação Lava Jato chegam a Brasília, primeiro foi suposto o esquema de propina envolvendo a reforma do estádio Mané Garrincha, agora com a delação de 77 executivos da Odebrecht, podem revelar um esquema de financiamento eleitoral que teria irrigado a candidatura de vários políticos brasilienses nos últimos pleitos.

 Nos relatos dos ex-funcionários da construtora, também surgem detalhes espúrios sobre a negociação do GDF e a Odebrecht a fim e firmar a parceria político privada (PPP) no Centro Administrativo de Taguatinga (que até hoje está inativo, mas custando milhões ao governo) e a construção do Setor Habitacional Jardins Mangueiral.

 Com isso, a 1° Turma Cível do TJDFT, barrou nesta quinta-feira (24), a construção de novas residências no Jardins Mangueiral, em uma área que era destinada a construção do parque ecológico.

 A construção da primeira etapa se deve a ao fruto da primeira Participação Político-Privada entre o Governo e a construtora. Um bairro planejado, com ruas asfaltadas, água luz e segurança e com a expectativa de atender 30 mil moradores. O empreendimento ocupa 200 mil hectares com 8 mil unidades habitacionais.

 Havendo indícios de irregularidades dessa primeira etapa, desconfia-se que também haja irregularidades nessa segunda etapa.

 A associação Amigos do Jardins Mangueiral (AAJM), entrou com um processo na justiça para barrar o projeto, porém acabou desistindo. Então foi vez da Associação Comunitária do Jardim Botânico (AJAB) entrar com uma ação, já que a expansão atingiria uma área muito delicada do ponto de vista ambiental pois existe alto risco de contaminação do Rio São Bartolomeu.

                                                                                                        Fonte: Google

A ação também apontou que o projeto de expansão urbanístico do Jardins Mangueiral não atende as exigências contidas no artigo 13, inciso V, da Lei Distrital nº 5.344, de 19/05/2014 que diz respeito a impermeabilização máxima do solo nos novos empreendimentos urbanos fica restrita a, no máximo, 50 por cento da área total da gleba parcelada.



 A AJAB apontou indício de invasão, grilagem e crime ambiental de uma área destinada a um parque envolvendo a Companhia Habitacional do Distrito Federal (CODHAB), o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (IBRAM), a Companhia Imobiliária de Brasília (TERRACAP), a Geológica Consultoria Ambiental, Odebrecht S/A, Construtora Villela e Carvalho Ltda., Silco Engenharia Ltda.

A ação judicial apontou todos esses elementos, os quais levaram o juiz Jansen Fialho de Almeida, da 3ª Vara da Fazenda Pública a determinar que os réus “abstenham-se de praticar qualquer ato tendente a deturpar a destinação originária da área verde situada no Bairro Jardins Mangueiral (instalação de parque, viveiro e equipamentos públicos adequados à finalidade ecológica), ficando, portanto, vedada a utilização de tratores ou outros equipamentos que destruam a vegetação da área”. Aplicou ainda uma multa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), por dia, caso seja descumprido a sentença.

A ação movida pela AJAB, por meio do experiente advogado Mário Gilberto Oliveira, especialista em direito fundiário, também deixou o juiz Carlos Frederico Maroja, da Vara do Meio Ambiente, com o pé atrás em relação à Parceria Público Privada entre o governo Rollemberg e o consócio liderado pela construtora Odebrecht. Ele proibiu a construção de novas residências na área.

Em Curitiba, a força-tarefa da Lava Jato já sabe quem é a pessoa de codinome “Grama”, apontado pela ex-secretária da Odebrecht, Maria Lúcia Tavares que trabalhava no chamado “Departamento de Propinas” da construtora. “Grama” teria recebido R$ 200 mil em espécie, em um pagamento referente ao Jardins Mangueiral. A propina teria sido entregue no dia 5 de março do ano passado, em Brasília.


Por: Equipe JM .
Fonte: Radar DF.






 

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